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The Pitt entrega adrenalina, emoção, drama e muita pressão no segundo ano da série médica vencedora do Emmy (Crítica)

Crítica – The Pitt (2ª Temporada)

Após um salto temporal de 10 meses a segunda temporada de The Pitt se passa no feriado de 4 de julho em Pittsburgh. Dessa vez, o foco principal muda do trauma externo (como tiroteio em massa da primeira temporada – Arco do PittFest) para o desgaste psicológico e a saúde mental dos profissionais

“Deus dá as batalhas mais difíceis aos seus melhores soldados”

– Dana Evans

A frase dita pela personagem de Katherine LaNasa evidencia os novos desafios do segundo ano da série. Enquanto a primeira temporada trouxe a correria intensa do pronto socorro, a segunda intensificou dessa vez, trazendo novos casos ainda mais graves que criaram pequenos Arcos ao longo dos episódios, o que já era esperado. Mas não só isso, a nova leva de episódios trouxe dilemas e éticos para a tela através de seus personagens multifacetados, temas sociais atuais e claro, muito drama sem perder seu fôlego enquanto narrativa.

Robby, Langdon e Al-Hashimi são destaques da temporada ao terem suas experiências exploradas ao longo de 15 episódios. De um lado Robby, um homem cujo seu objetivo é manter e prezar pelo bem de todos os médicos e pacientes ao mesmo tempo querida com as pressões e dores externas no seu passado ainda como médico.

O Dr. Langdon retorna ao hospital após um período de reabilitação em decorrência do seu vício em analgésicos o que acarretou na sua saída temporária do pronto-socorro de Pittsburgh na primeira temporada. Porém os questionamentos de alguns membros da equipe médica e o realismo cru de Robby começam a frustrar sua produtividade e ação enquanto o médico residente colocando-o em momentos de reflexão acerca de suas atitudes O que é um ponto positivo para trama que apresenta vários personagens de forma frenética o tempo todo.

E por último, Al-Hashimi sendo uma das novidades da temporada se mostra, inicialmente como uma médica ao nível do Robby, o que deixa claro a dinâmica de poder entre eles, enfatizando a colisão do pragmatismo rígido dela com os métodos mais humanistas e caóticos de Robinavitch, mas também ao longo dos episódios a médica tem suas fraquezas exploradas pouco a pouco chegando ao seu clímax no penúltimo episódio, quando é revelado que Al-Hashimi sofre de epilepsia especificamente com crise de ausência o que acaba tornando uma bomba relógio que o médico sênior do hospital detecta e tenta intervir impedindo que o pior aconteça e claro, isso coloca a personagem em cheque levando a seu limite e o seu desenvolvimento é construído de forma imprevisível e satisfatória.

O fato é, que, The Pitt é um testamento definitivo aos seriados de drama médico que fizeram sucesso no passado (e ainda fazem) ao ressuscitar com criatividade e ousadia a correria de um hospital em dias extremamente movimentados e cheios e suas consequências para com os médicos enfermeiros ao longo de plantões exaustivos que revelam inúmeros problemas e questões enfrentadas por esses profissionais da saúde e portanto, da própria saúde pública.

Nota: 4,5/5

✍🏽 Vitor Gabriel, UniversoGeek25
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