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Nia DaCosta mistura horror e humor e entrega o melhor filme da franquia Extermínio em O Templo dos Ossos (Crítica)

A convite da Sony Pictures Brasil, conferimos na pré-estreia o aguardado Extermínio: O Templo dos Ossos. Dirigido por Nia DaCosta (conhecida por seu trabalho em As Marvels e A Lenda de Candyman), o longa expande o universo criado por Danny Boyle e funciona como uma sequência direta dos eventos de Extermínio: A Evolução.

Desta vez, a trama explora a desumanidade dos próprios sobreviventes. A história acompanha o Dr. Kelson (Ralph Fiennes) lidando com uma seita organizada liderada pelo carismático e perigoso Jimmy Crystal (Jack O’Connell), onde a brutalidade foi institucionalizada como forma de sobrevivência.

O filme chega exclusivamente aos cinemas brasileiros no dia 15 de janeiro de 2026. Mas será que vale o ingresso? Confira a nossa crítica completa abaixo:

Crítica – Extermínio: O Templo dos Ossos

Se alguém tinha dúvidas sobre a escolha de Nia DaCosta para assumir a direção de Extermínio: O Templo dos Ossos, elas acabam nos primeiros minutos de tela. Ela chegou e entregou, simplesmente, o melhor filme de toda a franquia. O longa funciona como uma sequência direta de Extermínio: A Evolução (28 Years Later), respeitando o gancho deixado por Danny Boyle, mas elevando o nível. Enquanto o filme anterior podia soar excessivamente contemplativo e mais sério, aqui Nia DaCosta consegue trabalhar a insanidade, o horror e também o humor de uma forma incrível.

O grande trunfo aqui é o tom. Extermínio sempre foi uma franquia carregada de seriedade, mas Nia DaCosta não teve medo de trazer um elemento de “galhofa” para a mistura. E isso é um elogio. Ela entende que a situação zumbi é aterrorizante, mas também intrinsecamente bizarra e tosca. O filme permite que você ria em alguns momentos, mas não se engane: o sangue e a insanidade continuam lá. É uma mistura inusitada que funciona. Parece que ela pegou a bagagem de terror de A Lenda de Candyman e misturou com elementos do cinema de super-herói, trazendo a diversão que ela trabalhou em As Marvels. O resultado é um equilíbrio perfeito.

O roteiro brilha ao explorar como o ser humano se adapta. Existe quase um “jeitinho brasileiro” no apocalipse britânico: por mais bizarra que seja a situação, as pessoas dão um jeito de tirar vantagem, de manter as aparências e de sobreviver. O filme mergulha fundo no conceito do vírus — não de forma científica chata, mas conceitual. O que é o zumbi? Ele mantém memórias? É curável? O Templo dos Ossos toca nesses temas sem cair no clichê da “busca pela cura”. O foco é na loucura: como seres humanos não infectados conseguem, às vezes, ser mais bizarros e cruéis do que os próprios monstros.

Temos que falar também de Jack O’Connell. Ele lidera aquele grupo de loiros (que já tinha aparecido no final do filme anterior) e cai como uma luva na franquia. O personagem dele, Jimmy Crystal, é um vilão contador de histórias, carismático e insano. É uma atuação tão boa quanto a dele em Pecadores, mas com uma pegada diferente: aqui ele é menos intimidador e mais um sobrevivente completamente maluco e que sabe manipular todos ao seu redor. O elenco de apoio também está afiado, com destaque para Ralph Fiennes e o jovem Alfie Williams (que já estavam no filme anterior) e Erin Kellyman (que faz a vilã em Falcão e o Soldado Invernal).

Extermínio: O Templo dos Ossos é o primeiro grande lançamento que assisto este ano e sinto que ele vai permanecer no meu Top 10 até dezembro. Nia DaCosta ainda traz mais um elemento do cinema de super-herói e entrega um fan service no final, com um personagem antigo aparecendo e causando alvoroço no cinema. Ela revitaliza a saga com uma direção afiadíssima, que sabe misturar horror e humor de uma forma simplesmente fenomenal, se consagrando como uma das principais diretoras do terror no cinema atual.

Nota: 4,5/5

✍🏽 Marcelo Silva, CEO do Multi Nerdz
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Marcelo Silva

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